domingo, 28 de fevereiro de 2010

Que bolotas devo semear?


No "1º Dia Mundial da Bolota" - 10 de Novembro de 2009 - foram distribuídos 400 pacotinhos com bolotas de carvalho-negral para os alunos, funcionários e professores semearem um pouco por todo o lado.

Devem semear-se apenas as bolotas de espécies autóctones.

Existem várias espécies de carvalhos autóctones portuguesas. De um modo muito genérico, podemos indicar a distribuição das quatro mais representativas (pode consultar neste blog quais as espécies autóctones de Portugal e quais as introduzidas):

Carvalho-negral (Qurcus pyrenaica) - Interior a Norte do rio Tejo
Carvalho-alvarinho (Quercus robur) - Litoral a Norte do rio Tejo
Azinheira (Quercus ilex) - Interior a Sul do Tejo
Sobreiro (Quercus suber) - Litoral a Sul do Tejo

Semeie as bolotas recolhidas de árvores da mesma zona. Assim assegura que irão sobreviver às condições climáticas dessa região.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Qual a melhor altura para semear as bolotas?


Um nevão para animar: turma 9ºC
"Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela"
Covão d`Ametade - Novembro de 2007

As bolotas perdem capacidade de germinação com o passar do tempo.

Idealmente, a sementeira deveria ser logo a seguir á sua recolha. A maioria das bolotas sobrevive aos rigores do Inverno enterradas no solo. Claro que muitas serão comidas antes de germinarem, mas esse também é uma das suas “funções” no ecossistema.

Se não forem semeadas logo após a sua recolha, tente semeá-las ainda no Outono. Caso opte por semeá-las mais tarde, acondicione-as devidamente (ver blog 18 de Fevereiro) e faça-o na Primavera.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aproveitamento económico do carvalho-negral

A primeira recolha de bolotas: turma 9ºC
Outubro 2007
Participação no projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela"

A utilização actual mais comum do carvalho-negral (Quercus pyrenaica) é o seu aproveitamento para lenha. Devido às características do seu desenvolvimento – crescimento de várias árvores muito juntas – este tipo de exploração é rentável e sustentável através do corte selectivo.

A sua madeira já não tem a utilidade de outros tempos – portes, soalhos, mobílias, pipas – pois foi sendo substituído por outras espécies, algumas com impacto negativo no ambiente (ex.: carvalho-americano – Quercus rubra).

Mas os maiores benefícios desta espécie são a longo prazo. A manutenção da biodiversidade, do solo e da qualidade da água, o seu efeito retardador de incêndios, entre outros, são vantagens para o Homem dificilmente quantificáveis para o nosso futuro. Quanto valem exactamente…? Seguramente muitos milhões$$$!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Importância ambiental do carvalho-negral: solo e água

Recolha de bolotas de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) pela turma do 11ºA
Outubro de 2009
Muitos são "repetentes" do projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" no ano lectivo 2007/2008

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) desenvolve-se bem em solos soltos, arenosos, de origem granítica ou xistosa e, preferencialmente, ricos em água.

Não tolera solos de origem calcária.

Frequentemente ocorre em lameiros e margens de ribeiras juntamente com outras árvores como, por exemplo o freixo (Fraxinus angustifolia).

A sua presença possibilita a instalação de um estrato herbáceo rico e abundante.

A queda das suas folhas permite uma boa acumulação de matéria orgânica no solo.

Estes factores juntos permitem a manutenção e desenvolvimento do solo, assim como a retenção de água ao longo de todo o ano.

Mais uma vez se salienta a importância ambiental desta árvore. Permite uma grande biodiversidade, mantém o solo, retém água o que permite a recarga constante dos lençóis freáticos, sendo um agente retardador da propagação do fogo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Importância ambiental do carvalho-negral: interacções intra-específicas


Recolha de bolotas de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) pela turma do 11ºA
Outubro de 2009
Muitos são "repetentes" do projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" no ano lectivo 2007/2008

Os bosques de carvalho-negral, tal como as restantes formações de árvores autóctones portuguesas, são riquíssimos do ponto de vista da biodiversidade. Inúmeras plantas, animais, fungos (e já agora, protistas e bactérias) instalam-se nestes bosque, constituído ecossistemas de enorme importância ambiental.

Na Serra da Estrela muitas árvores, arbustos e ervas podem ser encontradas juntamente com o carvalho-negral, referindo-se aqui algumas delas:

Árvores:
Carvalho-alvarinho (Quercus robur )
Tranazeira (Sorbus aucuparia)
Castanheiro (Castanea sativa)
Arbustos:
Giesteira-branca (Cytisus multiflorus)
Tojo-gadanho (Genista falcata)
Silva-comum (Rubus ulmifolius)
Sargaço (Cistus monspeliensis)
Urze-vermelha (Erica australis)
Pilriteiro (Crataegus monogyna)
Gilbardeira (Ruscus aculeatus)
Trivisco-fêmea (Daphne gnidium)
Estrato herbáceo:
Dedaleira (Digitalis purpurea)
Estrelamim (Aristolochia longa)
Clinopódio (Clinopodium vulgare)
Feto-ordinário (Pteridium aquilinum)
Escorodónia (Teucrium scorodonia)
Rabo-de-cão (Cynosurus echinatus)

Os carvalhais de Quercus pyrenaica são igualmente ricos em fauna. Muitos animais encontram aí abrigo e alimento, quer nos carvalhos, quer no solo que estas árvores produzem, quer ainda nas outras espécies vegetais que aí se encontram.

Mamíferos, répteis, anfíbios, aves e muito invertebrados dependem dos carvalhais. Um dos melhores exemplos desta interdependência é o gaio (Garrulus glandarius). Este corvídeo tem como principal alimento as bolotas. Recolhe-as durante a época de frutificação (ver blog dia 22/02/2010) e esconde-as um pouco por todo o lado para se alimentar delas durante o resto do ano. É um ave com excelente memória... mas são milhares as bolotas que enterra. Uma parte fica esquecida e pode germinar, nascendo mais carvalhos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Distribuição do carvalho-negral

Recolha de bolotas de carvalho-negral junto ao aeródromo da Covilhã
Outubro 2009 - Turma 11ºC

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) é uma árvore autóctone de Portugal, Espanha, França (litoral atlântico), Itália e Norte de Marrocos.

Genericamente, pode considerar-se como a árvore mais representativa da região centro-norte interior, encontrando-se um pouco por toda a Beira-Baixa, Beira-Alta, Trás-os-Montes e Alto-Douro, sendo bastante abundante em alguns destes locais.

Pode ainda ser encontrada a Norte do Rio Tejo nas montanhas do Minho e na Serra de Sintra, e também a Sul do Tejo na Serra de São Mamede, Serra de Ossa e Serra de Monfurado.

É em Portugal que se encontra a maior área do carvalho-negral do mundo - um verdadeiro tesouro ambiental a preservar!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica)

Um carvalho-negral (Quercus pyrenaica) na vertente Este da Serra da Estrela

O carvalho-negral é uma árvore de folha caduca ou marcescente.

As suas folhas são subcoriáceas, com recortes muito profundos, glabras na página superior e pubescentes na página inferior, o que lhes confere um toque aveludado.

A casca é cinzento-escura, muito gretada. Apresenta uma copa ampla e arredondada, podendo atingir os 25 metros.

O período de floração ocorre nos meses de Abril e Maio.

O fruto é uma bolota (ver blog dia 20/11/2009). A frutificação ocorre entre Setembro e Novembro.

Marcescente - secam e ficam na árvore.
Subcoriáceas – consistência um pouco inferior à do couro.
Glabras – desprovido de pêlos.
Pubescentes – revestido por um conjunto de pêlos fracos e densos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Como semear as bolotas?

Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela
Novembro de 2007 - turma: 9ºC

As bolotas devem ser enterradas a uma profundidade igual ao seu comprimento.


Coloque 2 a 3 por buraco de modo a que se alguma animal as descobrir, alguma se possa salvar (esperemos que não esteja com muita fome!!!).

Obtenha mais informações neste blog (19 de Novembro de 2009).

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Onde semear as bolotas?

Semeando bolotas de carvalho-negral no Covão d`Ametade, integrados no projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela".
Novembro de 2007 - turma: 9ºC

Para a grande maioria das bolotas a germinação é desencadeada pela luz do sol.


Um local com boa exposição solar facilita a germinação.

No entanto, uma árvore necessita de crescer e de se desenvolver.

Alguns carvalhos crescem melhor em ambientes mais secos (sobreiro, azinheira); outros preferem zonas mais húmidas.

Outros factores como o tipo de solo, temperaturas (máxima, média, mínima), etc. influenciam o desenvolvimento das árvores.

Devemos aprender com os carvalhos da região em que pretendemos semear as bolotas.

Veja a(s) espécie(s) de carvalho(s) que encontra nessa zona.

Recolha bolotas desses carvalhos e não de outros de outras regiões.

Observe onde eles crescem. Semeie as bolotas em locais semelhantes.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Que destino dar às bolotas que não estão em condições para semear?

Bolotas "bichosas"

As bolotas que não estão em boas condições ainda têm alguma utilidade e não devem ir para o lixo.

Devem ser repostas novamente no campo.

Apesar da possibilidade de germinarem ser praticamente nula, continuam a ser um bom “petisco” para muitos organismos.

E enquanto se comerem as “más”, mais sobram das “boas”.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quanto tempo devo guardar as bolotas?

Algumas bolotas seleccionadas pelas turmas 11ºA e 11ºC.
Em 2007 recolheram-se cerca de 60 Kg de "boas" bolotas.
Em 2009 recolheram-se cerca de 55 Kg de "boas" bolotas.

O ideal é semear as bolotas o mais rapidamente possível.

Com o passar do tempo elas perdem capacidade de germinação e os ovos de insectos que praticamente todas elas possuem eclodem e as bolotas ficam “bichosas”.

Outro inconveniente de se guardarem bolotas muito tempo é que as larvas de insectos que se alimentam delas começam a invadir a nossa casa.

Podemos guardar as bolotas no frigorífico para as semear até uma a duas semanas após a sua colheita.

Se optarmos por guardá-las vários meses, devemos escolher um local fresco e arejado de modo a evitar a sua contaminação por fungos. Há quem opte por guardá-las em caixas com areia.

Devem ser sempre asseguradas condições que mantenham o embrião (no interior da bolota) com elevada humidade. Se o embrião desidratar não germinará.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Como seleccionar as boas bolotas?

Seleccção de bolotas no laboratório - Outubro 2009

A recolha de bolotas no campo nunca é muito selectiva.

Mais vale apanhar uma grande quantidade do que sermos muito selectivos e no final do dia chegarmos a casa “de mãos a abanar”.

Para separarmos as boas das más bolotas devemos colocá-las num recipiente com água.

As boas bolotas são como os ovos… ficam no fundo. As que flutuam já não estão em condições.

Devemos depois retirar as boas bolotas da água e deixá-las a secar.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Alguns conselhos para a recolha de bolotas...

Recolha bolotas Outubro 2009 - turma: 11ºC

Recolher as que caíram recentemente da árvore;

Preferir as bolotas de árvores não muito jovens nem demasiado velhas;

Após uma noite ventosa encontram-se muitas bolotas no chão acabadinhas de cair;

Evitar recolher bolotas no início e no final da época de frutificação;

Não recolher bolotas de árvores doentes.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Bologtices agendadas

Recolha de bolotas Outubro 2007 - turma: 9ºC

SEMANA DO CARVALHO-NEGRAL
22 FEV O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) - bologta
23 FEV Distribuição do carvalho-negral - bologta
24 FEV Importância ambiental do carvalho-negral: interacções intra-específicas - bologta
25 FEV Importância ambiental do carvalho-negral: solo e água - bologta
26 FEV Aproveitamento económico do carvalho-negral - bologta

SEMANA DOS CARVALHOS PORTUGUESES DE FOLHA CADUCA
01 MAR O carvalho-alvarinho (Quecus robur) - bolotistas
02 MAR O carvalho-cerquinho (Quercus faginea) - satolob
03 MAR A carvalhiça (Quecus lusitanica) - palmeirasvsbolotas
04 MAR O carvalho-das-canárias (Quercus canariensis) - biologtas
05 MAR O ciclo de vida de um carvalho - asbolotasdojoaomiguelnelson

SEMANA DOS CARVALHOS PORTUGUESES DE FOLHA PERSISTENTE
08 MAR O sobreiro (Quercus suber) - bolotinhas.emplastro
09 MAR A azinheira (Quercus rotundifolia) - omeucarvalhodabolotas
10 MAR O carrasco (Quercus coccifera) - eutueabolota
11 MAR Importância ambiental das florestas autóctones - bolotinhas.emplastro
12 MAR Importância económica das florestas autóctones - c.r.i.c.004

SEMANA DAS OUTRAS ÁRVORES AUTÓCTONES PORTUGUESAS
15 MAR O freixo (Fraxinus angustifolia) - palmeirasvsbolotas
16 MAR O amieiro (Alnus glutinosa) - bolotistas
17 MAR O vidoeiro (Betula celtiberica) - bologutivas
18 MAR O azereiro (Prunus lusitanica) - omeucarvalhodabolotas
19 MAR O castanheiro (Castanea sativa) - c.r.i.c.004

SEMANA DAS ÁRVORES ALÓCTONES EM PORTUGUAL
22 MAR O pinheiro-bravo (Pinus pinaster) - quercologta
23 MAR O eucalipto (Eucalyptus globulus) - bologutivas
24 MAR A acácia (Acacia dealbata) - jovensbolota
25 MAR O carvalho-americano (Quercus rubra) - asbolotasdojoaomiguelnelson
26 MAR Impacto ambiental das árvores alóctones em Portugal - bologta

SEMANA DOS OBJECTIVOS DO DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO
29 MAR Pobreza e fome - jovensbolota
30 MAR Ensino primário universal, Igualdade de género - biologtas
31 MAR Mortalidade infantil, saúde materna, doenças graves - eutueabolota
01 ABR Sustentabilidade ambiental - quercolota
02 ABR  Parceria global - satolob

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Recolher que bolotas?

Bolotas de carvalho-negral recolhidas em Outubro de 2009 pelas turmas 11ºA e 11ºC

As melhores bolotas são as que apresentam um aspecto saudável, com bom calibre e sem sinais de “bicho” nem fungos.

As bolotas não têm que ser recolhidas directamente da árvore. Se assim fosse, muitas iriam ser apanhadas imaturas e a quantidade seria muito pouca, pois as árvores mais produtivas são bastante altas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Qual é a melhor época para apanhar bolotas?

Recolha de bolotas Outubro 2009 - turma: 11ºC

A melhor época para a recolha de bolotas é durante os meses de Setembro e Outubro.

Nesta altura os carvalhos encontram-se em plena produção de bolotas.

Tenha também em atenção que a época de frutificação dos carvalhos varia também em função da localização geográfica e da espécie que se pretende recolher as bolotas.